Iana Soares

Iana Soares, 26 anos, é fotógrafa e jornalista. Formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará e é graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará. Já trabalhou com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e virou cientista social pesquisando o processo de afirmação étnica dos índios Tremembé de São José e Buriti, que estavam em conflito com um megaempreendimento turístico que buscava instalar-se em suas terras. Nesse caminho, descobriu que além de palavras, também podia utilizar a luz para contar histórias.

E porque a fotografia é um campo de afetos, se apaixonou. Descobriu que bater retrato é um prazer imenso, porque é um processo entranhado à vida. Aprendeu também que fotografar ultrapassa o clique. É antes, durante e depois. Se interessa pelos processos de ficcionalização do cotidiano, dentro da fotografia contemporânea. O real imaginado, o documentário imaginário, a fotografia como possibilidade de inventar o real. Durante a graduação em Comunicação Social, foi bolsista de iniciação científica do CNPq e da Funcap e tem interesse em continuar pesquisando. Também fez parte do Grupo de Estudo da Imagem Técnica (GEIT).

Gosta de gente. De sorrisos, suor, sol quente, passados, angústias, madrugadas, sonhos, lágrimas, futuros. De histórias possíveis e impossíveis. É no rumo da alteridade, no encontro com o outro, que a vida passa a ter graça. Em 2011, expôs “A face desnuda do Maracatu ou uma declaração de amor ao Zé Rainha”, trabalho assinado coletivamente com o fotógrafo e professor Silas de Paula, ganhador do Prêmio Marc Ferrez.

Em 2009 começou um estágio como fotojornalista do jornal O Povo, onde foi contratada no ano seguinte. Já participou de várias exposições coletivas sobre fotojornalismo no Ceará. Atualmente é editora-adjunta do Núcleo de Imagem do O POVO e diretora do Instituto da Fotografia (Ifoto).

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